Células

14/08/2018 - O edito do rei Nabucodonosor

ESTUDO DA CÉLULA

  

 Edito do Rei Nabucodonosor

 

Pr. José Gino Borges

 

14 de agosto de 2018.

 

  RESUMO DA MENSAGEM

Texto: Daniel 4:1 a 37. O Capítulo 4 de Daniel nos mostra uma grande verdade, que o chamado de Deus é irresistível, a graça de Deus é soberana, e Deus luta para salvar um homem. Deus move o Céus e a Terra para levar um rei soberbo à conversão. Em primeiro lugar, Deus começa a ter iniciativas para alcançar um homem. Deus colocou gente crente ao lado do rei. Deus colocou dentro do Palácio, no capítulo 1, Daniel, Hananias, Misael e Azarias, gente que andava com Deus, gente fiel a Deus, gente que tinha fibra para testemunhar a respeito do Deus vivo. Nabucodonozor conviveu de perto com estes quatro homens.

 

Mas o convívio com pessoas crentes, por si só, não converte ninguém. Aí Deus dá um segundo passo para alcançar Nabucodonozor e mostra ao rei que só o Reino de Jesus é um Reino eterno, através do Sonho do Capítulo 2 que o rei teve com a estátua que simboliza os governos que viriam, e uma Pedra sem mãos foi vinda do Céu e destruiu toda aquela imagem e se transformou num grande monte, mostrando o Reino de Jesus na Terra. E todos os outros reinos, por mais esplendorosos que sejam, são reinos falíveis.

 

Nabucodonozor entendeu que só o Reino de Deus é eterno, mas mesmo compreendendo esta verdade, o seu coração não foi convertido. É possível que um homem entenda a verdade, a sua limitação, que só Deus é Deus, e mesmo assim não seja convertido. Então Deus dá o terceiro passo para a conversão do rei no capítulo 3 - em vez de Nabucodonozor se humilhar, ele se exalta. E agora o próprio rei toma a inciativa de construir uma Imagem de 30 metros de altura e 3 metros de largura e solta um decreto para que todos os seus súditos venham e adorem aquela imagem de ouro. Na verdade, o rei quer ser adorado, ele quer ser Deus, Mas ele encontra resistência de três hebreus que não se prostam, mantendo fidelidade irrestrita ao Deus do Céu, e este rei vê o livramento de Deus aos seus servos na fornalha de fogo ardente. Ele declara, no Capítulo 3: - Eu reconheço que nenhum Deus pode livrar como o Deus de Sadraque, Mesaque e Abdnego.

 

Mas mesmo sabendo que nenhum Deus pode livrar, ele ainda não é convertido a este Deus. Este Deus é apenas o Deus dos hebreus, mas não é o Deus da sua vida. Ele sabe que o Deus do Céu faz milagres, liberta, mas ainda não é o Deus do seu coração. Pior isso, no capítulo 4, mais uma vez Deus vai mostrar e falar ao rei. E o sonho que o rei teve o deixa perturbado; na verdade é o último expediente de Deus para conversão do Rei. No seu sonho. ele estava deitado e sonhou que via uma árvore que foi crescendo, crescendo no meio da Terra, ao ponto de chegar até aos céus, e os habitantes da terra contemplavam aquela árvore. Os seres viventes se alimentavam desta árvore, os animais se escondiam debaixo dela, as aves se aninhavam nos seus galhos, ela era imensa, mas, de repente, vem do céu uma ordem - verso 14, 15,e 16 ( ler).

 

Este sonho turbou o rei e ele chamou os magos, os intérpretes, os sábios, porém eles não puderam dar a ele a interpretação. Então o rei manda chamar Daniel. Quando Daniel vem, ao ouvir o sonho, ele se turba: dar um recado destes ao rei não era algo simples, a mensagem trazia um juízo ao rei. A  mensagem era grave: - Oh, rei, tu és esta árvore, pois tu serás cortado, serás expulso diante dos homens, e Deus te levará para comer capim com os bois, ficarás louco, perderás o juízo, o seu coração se tornará coração de animal, mas depois de um tempo, Deus te restaurará. E Daniel, naquele momento, dá um conselho ao rei, no verso 27 (ler), mas o sonho se cumpriu literalmente, e aí vem a soberania de Deus para salvar um homem - verso 29 (ler) -, vemos a paciência de Deus.

 

Depois de um ano que o rei recebe a interpretação, ele não muda de vida. O Rei continuava fechando a porta da graça de Deus. E ele continua andando no palácio, mesmo com aviso de Deus, como se nada tivesse para acontecer. Verso 30 (ler): em vez de dar glória a Deus, ele começa a glorificar a si mesmo. Apesar da glória que ele tinha na Babilônia, Deus o arranca do trono, leva-o para o campo e faz dele um animal. Quando o homem não escura a voz de Deus, ele tem que escutar o juízo de Deus. Aí Deus o empurrou pelos corredores do Juízo e ele foi humilhado - Verso 32 e 33 (ler) - o juízo foi terrível. O rei ficou louco e Deus o fez descer ao fundo do poço. Ele perdeu a razão, o equilíbrio mental e emocional, começou a agir como se fosse um animal. Cresceram penas, unhas de aves e ele começou o comer capim como os bois no campo.

 

Portanto, o propósito de Deus - verso 27 (ler) foi o de salvação. Deus muitas vezes pode nos levar ao fundo do poço, para que venhamos reconhecer que ele é Deus e tem o controle de tudo. Nabucodonozor estava sempre proclamando que Deus era Deus, porém ainda não era o seu Deus. Depois de sete tempos, Deus produz na vida deste homem um quebrantamento e ele ergue os seus olhos para cima e mostra sinais claros de transformação. “Eu, Nabucodonozor, levantei os meus olhos ao Céu e glorifiquei e louvei aquele que vive para sempre.” Ele confessa a soberania de Deus no verso 35 (ler) no verso 36 (ler) ele dá testemunho da sua restauração. Finalmente, no verso 37 (ler) ele adora a Deus.

 

COLOQUE EM DISCUSSÃO

 

  1. Você já viu Deus levar uma pessoa ao fundo do poço para salvá-la? (Respostas variadas)
  2. No lugar do rei, você deixaria o pecado antes do juízo de Deus, para não comer capim? (Respostas variadas)
  1. Qual foi o conselho que Daniel deu ao rei?  O rei seguiu o conselho de Daniel? Você aceitaria?

Resposta: verso 27 (ler), o rei não aceitou, se tornou um animal.

  1.  O que mais falou ao seu coração nesta mensagem? (Respostas variadas).

 

CONCLUSÃO

Nunca devemos desistir da conversão de qualquer pessoa. Se Deus foi capaz de salvar o Rei, um homem que invadiu Jerusalém, destruiu toda a Cidade Santa, destruiu o templo, levou os vasos sagrados consagrados a Deus para a Babilônia, matou muita gente, um homem soberbo, sanguinário, não há vida impossível de ser salva. Muitos estão como Nabucodonosor: diante da iminência do juízo de Deus, estão passeando, apáticos com o que vai acontecer. Quem não se quebrantar diante de Deus vai perecer eternamente.